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terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Como celebrar a Quarta-feira de Cinzas?


1. O valor deste dia:
  Com a Quarta-feira de Cinzas a Igreja inicia seu caminho quaresmal de purificação, penitência e súplica pela misericórdia de Deus. Originalmente a Quaresma era o tempo da administração do batismo, quer dizer, o tempo de tornar-se cristão, tempo de trilhar um caminho de transformação, de “conversão” que o homem deve percorrer passo a passo rumo ao Senhor. Assim, a Quaresma conserva presente para nós a lembrança e o desejo de vida nova – algo que todos nós devemos querer e buscar; a Quaresma é, por assim dizer, o grande “retiro espiritual” da família católica, sob a direção maternal e segundo o método da Santa Igreja. Este “retiro” só terminará com as I Vésperas (tarde) da Quinta-feira Santa – antes da Missa “in Coena Domini” (Missa da Ceia do Senhor).

2. A espiritualidade deste dia:

  Ser cristão significa em primeiro lugar que reconhecemos a nossa insuficiência, que deixamos que Ele – o Deus que é Outro – disponha de nós e nos ilumine. Somos pó, um nada, mais ainda assim Deus nos quer e continua a se entregar a nós. Em segundo lugar, para alguém ser cristão, também é necessária a força da renúncia, o opor-se à força natural do “deixar-se levar”; será por meio do jejum e da penitência que faremos o caminho de retorno a Deus. A Quarta-feira de Cinzas é um dos dias do ano consagrado ao jejum e à abstinência de carne. A abstinência de carne começa aos 14 anos e vai até o fim da vida; já o jejum, obriga aos de 18 anos até os de 59 anos completos (cân. 1252 CDC). Também este dia deverá ser um tempo de reflexão e oração, de busca de silêncio interior e exterior.

3. A Celebração deste dia:

  A celebração das Cinzas é uma liturgia que mescla dois movimentos: a Missa de início da Quaresma e a cerimônia da Imposição das cinzas, que pode ser fora da Celebração, mas que normalmente no Brasil acontece junto da Missa. Todo fiel católico e fervoroso é convidado a participar “da Quarta-feira de Cinzas”, ainda que não seja dia de preceito. Participar desta celebração é iniciar esta peregrinação no deserto junto de outros irmãos. É fazer a experiência comunitária da luta contra o mal para podermos, juntos, esperar a glória que há de vir sobre toda a igreja. Pela imposição das Cinzas, recebemos, neste dia, o convite oficial da Igreja Universal para fazermos juntos penitência: “Lembra-te que és pó e ao pó hás de voltar”! “Convertei-vos e crede no Evangelho”!

4. Particularidades deste dia:

* Uso das cinzas: A cinza é símbolo de penitência pelos pecados que trouxeram a morte para este mundo. Em humilde submissão, todos os filhos da Igreja recebem tais cinzas neste ato comunitário da Missa.

* A cor dos paramentos é roxa ou violácea: Símbolo da reflexão e purificação em que a Igreja toda é mergulhada.

* Início do Tempo de sobriedade: Não se ornamenta o altar e outras partes da Igreja com flores, mas é possível o uso de folhagens e os galhos secos.

* Uso contido dos instrumentos: Não se tocam, em conjunto, vários instrumentos, senão um apenas, para acompanhar o canto (mas de maneira bem discreta). Estão expressamente proibidos os instrumentos de percussão.

* Algumas expressões da Liturgia da Missa são suprimidas: Omite-se o “aleluia” e o “glória”; também nesta Quarta-feira de Cinzas omite-se o ato penitencial.


* Uso contínuo do silêncio e dos momentos de meditação: Dê-se ênfase aos momentos de silêncio previstos na Liturgia, a saber: após as leituras, após a homilia e após a Comunhão.

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